O tempo passa e enquanto algumas brincadeiras de criança viram perda de tempo, outras delas viram coisa séria. Para uns, a brincadeira de roda vira “perda de tempo”, para outros vira “atividade recreativa”. Brincar com os bichos, brincar de casinha, riscar paredes, brincar de pega-pega; muitas vezes essas brincadeiras viram profissões. Veterinários, chefes de cozinha, pintores, atletas!
E o tempo passa e aquele lugar que a gente ia brincar com os amiguinhos passa a se chamar “Colégio”. E a gente pára de brincar lá. Agora é só estudar. E os deveres-de-casa que eram só colorir, transformaram-se em equações matemáticas, relevo mundial e nomes… muitos nomes a decorar.
E aquela tarde brincando se transforma em tarde estudando. A cabeça vazia se transforma em cabeça preocupada.
E a gente cresce…
E por sermos grandes e velhos a sociedade nos dá muito mais coisas para fazer, para se preocupar. E então a gente sai do Colégio, depois de muitos anos estudando o dia todo, e vai para a “Faculdade”. Uma enorme conquista aos olhos do povo. Mas quando pára para ver, é só mais um “Colégio”, onde têm muito mais aulas e onde nos preocupamos ainda mais.
Estamos mais velhos agora. E agora além de estudar temos que trabalhar. O(a) namorado (a), sempre junto (a), passando pela mesma situação…
Os anos passam e o relacionamento fica mais sério. Agora além de estudar e trabalhar, chegou a hora de casar. Taí uma coisa boa, pelo menos uma!
Aí vem a família, o sustento e muitas outras coisas que ainda não conheço. Eu ainda estou na faculdade e tenho minha namorada. Estamos estudando, convivendo e dividindo momentos maravilhosos, pois sei que com o passar do tempo esses momentos vão diminuindo.
Mas nunca deixarão de existir!
E eu nunca deixarei de aproveitá-los, pois sei que, mesmo não virando profissão, as brincadeiras de criança nunca serão perda de tempo…
Elas serão sempre “Brincadeiras de criança”…
Vitor Almeida Costa
04/07/2006