Eu só preciso de uma segunda chance
Uma segunda chance
Pra poder ter chance
De viver uma vida diferente
Do jeito que eu me sentisse a vontade
De uma forma que minha liberdade não fosse castrada
Nem minha vontade omitida
Pelos berros daqueles que insistem em mandar em mim
Como se eu fosse um simples peão de xadrez
Movendo ao bem querer das vontades alheias
Como se eu fosse uma muda de planta
Que segue um sol
Um e só um
Como se não houvesse outros sóis
Esses que todos os dias eu consigo ver
Mas não posso seguir
Nem sequer posso falar que existem
Apenas
Pensar
E sonhar
Com eles
As luzes no fim do túnel se tornam cada dia menos volumosas
E vão se esvaindo
Com o decorrer do tempo
Mas eu sei que existem outros túneis pelos quais eu não passei
Que eu nunca pude sequer,
Ao menos,
Saber que eles existem
Outros túneis
Outras luzes
Cada uma com sua força
Intensidade e valor
Cada uma com sua vida diferente
E sua solução para o mistério universal
E eu fico aqui seguindo em frente
Seguindo reto
Em direção à luz que se apaga
E não tem mais força de me puxar pra ela
Mas mesmo assim me empurram
Como se fosse a única saída possível do túnel
Mas o túnel nunca acaba…
A luz fica sempre mais longe
E mais fraca..
E a escuridão vai tomando conta…
E minhas vontades se perdendo
E meus pensamentos voando…
E meus sentimentos reprimidos…
E minha alma….
Vitor Almeida Costa
22/08/2007